






Olá a todos,
Hoje foi um dia de pequenas coisas, troços ou negócios. Alguns bons, outros menos bons, vários divertidos e um ou outro bastante irritante.
Mais uma vez a manhã rendeu a pouco. Primeiro eu e a minha mãe estivemos a planear com o Gianlucca, o agente de viagens, o nosso plano para o passeio de quatro dias a Angra dos Reis e Parati que vamos fazer para a semana. Depois foi esperar pelo meu pai acordar, e a Violeta e a minha mãe tratarem de alguns troços.
Finalmente, já por volta do meio-dia saímos para ir a uma loja de artesanato que nos tinham indicado ontem no almoço em casa da Valeria. Chegamos à paragem de táxis e pela primeira vez o taxista convidou-nos e insistiu para entrarmos todos (5) no taxi, o que até agora nunca tinha acontecido. Infelizmente, isto não podia ter acontecido com taxi pior, porque era um bastante podre Fiat Uno. Bom o resultado foi óbvio. Todo o mundo que segui atrás ia tipo sardinha em lata. E para piorar o motorista foi por um caminho bastante mais longo do que deveria.
Perante esta provação, a chegada à loja foi um alivio que rapidamente se transformou num grande prazer visto que a loja estava recheada de artigos muito bonitos. Foi uma perdição. A minha mãe já queria mandar um contentor para Portugal com várias coisas. A selecção foi-se intensificando e acabamos por escolher peças pequenas. Excepto eu claro, que agora tenho um problema para enfiar o meu negócio na mala.
Depois de sairmos da loja partimos para mais uma aventura de taxi, com destino ao centro cultural banco do brasil e com passagem por casa para deixar as compras. Foi um filme irritante e seca porque o tipo era um cretino da pior espécie e ainda por mais segui pelos caminhos mais longos e ia a passo de caracol: logo por uma vez que queríamo-nos ver livres dele o mais rapidamente possível. Começou logo por dizer que detestava futebol (aceitável), samba (bastante estranho), e mulheres morenas (bastante agreste). A partir daí focou-se no ultimo tópico e não mais se calou. Desde perguntas sobre se eu achava bem mulheres brancas com morenos ou pretos até a momentos verdadeiramente estupidificantes como perguntar-me (enquanto a Violeta e a Sara tinham ido deixar as coisas a casa) se elas eram ambas minhas namoradas e se eu já tinha alguma vez participado numa suruba. Só faltava mesmo propor uma. A essa hora já só me apetecia esganar o homem, mas limitei-me ao silêncio, ou pelo menos fui tentando, porque ele insistia em continuar a dizer enormidades, como comentar o massacre da Candelária como um acontecimento de pouca relevância e quase como se fosse bem feito o que aconteceu.
Depois do que pareceu uma eternidade lá chegamos ao centro cultural e fomos saciar a fome com uma comidinha vegetariana, pois até uns miolinhos de taxista à lá Hannibal Lecter me pareceram eventualmente interessantes.
Depois fomos ver a retrospectiva dos 120 anos do nascimento da Anita Malfatti, que tinha um ou outro quadro interessante mas que na generalidade não foi muito apreciada por nós. Na verdade o corpo de trabalho dela era muito variado e havia pouca continuidade ou evolução. Era mais um pastiche de variadas correntes europeias. A exposição da Valeria ontem foi, pelo contrário, uma muito agradável descoberta. Muito interessante e muito bonito.
No CCBB também estivemos com o André Perrota, com quem já temos um plano muito bacano para um almoço no Domingo.
Bom, depois disso partimos para nova longa viagem de taxi em direcção a casa (as distâncias aqui são enormes), mas desta vez tudo correu bem.
Jantámos home style e tentámos afastar o nervosismo do vôo que vamos fazer amanhã de manhã. A Sara, a violeta e a minha mãe até foram absorver uns bons Karmas no templo budista logo aqui ao lado, mas a experiência foi scary. Elas depois contam. Sobre o salto, fica para o relato de amanhã.
Ass:Perseu
A experiência no templo budista foi bastante assustadora. Aquilo está mais para seita do que para templo. O altar parecia uma pedra funerária com velas eléctricas e eles usam uma luva para abrir o tal "altar", a partir daí foi sempre a descer... estão todos a recitar uns mantras como se fosse uma corrida e um deles, o mestre de cerimónias, está numa cadeira de escritório e vai fazendo as honras da casa, falam ao telemóvel e depois perdem o fôlego porque a reza é tão rápida que nem há tempo para respirar. No final ainda nos bateram palmas por sermos novos lá e convidaram-nos para uma palestra em que nos iam explicar o "verdadeiro budismo", nós fugimos!!!!
ResponderEliminarDe resto foi tudo realmente como o Perseu disse com 2 à partes:
Primeiro não achei a exposição assim tão fraca, acho que ela tinha um trabalho bastante interessante dado contexto brasileiro.
Segundo e mais importante eu fiz hoje o jantar e não estava nada de especial, esta cozinha é frustante só tem duas panelas e pouquissimos utensílios o que torna a confecção de uma refeição completa bastante difícil de gerir...
Fique muito curiosa com essa cabeças de vaca de madeira suponho.... E com o que a Paola queria mandar para cá num contentor :-)
ResponderEliminarA cena do taxista e´fantástica, sobretudo os miolos do taxizta até te parecerem um petisco interessante ahahahahhaaha, tal era a especie do homem heim...!!!
Violeta, podes explicar a frase: " .. dado o contexto brasileiro"... Grazie
Um abraço para todos
Ps; Nossa que coisa, esse templo budista...
As cabeças são feitas de pasta de papel e são usadas para o Carnaval, acho eu, algures no Brasil.
ResponderEliminarA frase do contexto brasileiro é porque eu acho que é preciso ter em conta a importância que esta e outros artistas tiveram no contexto artístico e político desta altura como se via muito bem naquela série da Globo da qual não me lembro do nome, lembras-te?
O templo era mesmo uma susto, uma verdadeira seita.
Acho a história do templo budista um espanto! O homem em cadeira de escritório a mandar vir...
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