










Hoje aproveitamos o dia para ir conhecer os ares da serra e fomos a Petropolis de motorista. O motorista já era nosso conhecido porque nos tem levado para cima e para baixo, de e para o teatro e bem simpático por sinal, foi um verdadeiro cicerone. No caminho para Petropolis tivemos oportunidades de ver as intermináveis favelas da zona norte que fazem a Rocinha parecer o paraíso, é impressionante. Vimnos também o famoso Piscinão de Ramos (cada mergulho é um flash!!). Ao entrarmos na Serra a vista muda radicalmente e também o tempo, estava enublado mas lindo com os morros altíssimos a roçar as nuvens!
A estrada é muito acidentada mais uma vez cheia de lombas e solavancos mas por sorte era sentido único e tudo correu bem!
Petrópolis é uma cidadezinha tipo europeia colonial com os palácios do D. Pedro, da Princesa Isabel (a Princesa que acabou com a escravatura no Brasil) e umas casinhas bonitinhas. Estava frio, frio mesmo, tipo um daqueles dias de Outuno já a puxar para o Inverno. E por ser segunda-feira todos esses monumentos estavam fechados mas não se preocupem porque isso acabou por ser bastante positivo, quando se fecha uma porta abre-se uma janela...
Visitámos a Catedral que é bem feia e vimos o palácio de cristal e depois seguimos para o Orquidário que é uma loucura. A Paula ia perdendo a cabeça, queria comprar tudo e com razão porque 90% dos tipos de orquídeas que vimos nunca tinhamos visto em lado nenhum.
Do orquidário já com os olhos cheias de flores e da vista que era imponente seguimos para uma terrinha infecta chamada Corrêas onde comemos umas saladinhas self-service e uns bolinhos de bacalhau. Foi aí que pela primeira vez desde a nossa ambientação ao Rio fomos confrontados com a dura realidade desta cidade marivalhosa e horrorosa. O motorista, esteve a contar-nos várias coisas sobre o tráfico e a vida nas favelas e ficámos mesmo muito impressionados, o que ele contou faz o "tropa de Elite" e a "Cidade de Deus" parecerem uns filmes de conto de fadas, principalmente porque parece ser um problema sem solução, uma pescada de rabo na boca!
Já me esquecia o Antônio (motorista) antes disso tinha estado a enumerar os bichos perigosos e venenosos existentes ali na Serra de Petrópolis sem contar com os outros todos que existem por este Brasil a fora, aqui vai uma amostra: Cobra coral, Surucucu (cobra), aranha marron, tarântula e outras cobras e bichinos amistosos. Claro que ao pé do que ele contou das favelas estes co-habitantes do planeta terra parecem uns amores.
E pronto depois do murro no estomâgo seguimos para a dentro da reserva natural em direcção a uma cachoeira linda!
Tirámos umas belas fotos e depois regressámos calmamente. No final da viagem o Antônio estava todo saudoso. Ele foi impecável e extremamente atencioso, sabia tudo de Petrópolis e outras coisas também.
À parte: a carrinha ou van como eles dizem era bastante desconfortável e a Sara e eu vinhamos a dormir todas tortas, só sei que houve um solavanco enorme e eu ia partindo o pescoço tal foi o abanar da cabeça, ainda me está a doer ligeiramente.
Chegando a casa decidimos enfrentar o problema do excesso de coisas a transportar nas malas e percebemos que com jeitinho e carinho tudo há-de correr bem!
Seguiu-se uma passagem na Oi Futuro de Ipanema para assistir a uma abertura de um Festival mas aquilo não estava nada giro e nós já tínhamos outra combinação para jantar com a Selena e o Marco e saímos à francesa depois de comermos uns acepipes que eram bem bons.
O Jantar no Artigiano foi mais uma vez muito bom e a conversa idem. Já combinámos um jantarzinho em Lisboa quando eles lá forem.
E pronto agora cá estamos o Perseu e eu a escrever o blog e depois caminha.
Amanhã é o nosso último dia no Rio.
Boa noite!!! Bom Dia!!!
Minha querida Violeta que bonitas fotos e que relato bem feito! Agradecida por dares noticias vossas.
ResponderEliminarBela confissão!!!!
E A Miss. Sara está lindissima no meio das orquideas.
MIL
Que lindas flores, que linda filha e que histórias horríveis e incríveis de contar sobre as favelas...
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