terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dia 7 - a loucura do Rio











Oi Pessoal,

Ontem foi um final de dia difíciu. Isto, depois de um dia já por si difíciu. E por essas duas difíceis razões não deu para escrever a entrada do blog ontem à noite - mas já lá vamos.

O dia começou histórico com a ida ao Real Gabinete Português de Leitura, um edificio Manuelino muito bonito e com uma sala de leitura de tirar o arrrrrr. "O autôr si sentiria benzinho lá dentro, mas não foi não." Depois seguiríamos directamente para a confeitaria Colombo. Mas o directo ficou pela primeira lojinha que encontrámos - di mágica! Depois virámos à esquerda e depois à direita, e com lojas de tecidos pelo caminho e a Sara a regatear, quando demos por nós estávamos embrenhados no Saara. Uma verdadeira selva das lojinhas e um deserto para se perder imediatamente. A Sara com a sua experiência Indo-dinamarquesa estava tranquila, e nós tranquilos atrás. Isto até as casas acabarem e começarem a tornar-se em tendas. Nessa altura táva na hora de dar o fora e seguimos finalmente para o Colombo para encher a pança. Já pertinho eu ia sendo atropelado por um cara de lambreta que ia a abrir no mei duma rua cheinha de pessoal.

Na confeitaria parecia que estávamos noutro planeta. A única semelhança com o mundo exterior era a barulheira. O local era mesmo jóia. Talvez a mais bonita pastelaria/café onde já alguma vez estivemos. O preço era bem a condizer, mas a qualidade ficada um pouquinho aquém.
Apanhámos um taxi com rumo a casa, mas no caminho atravessámos a avenida do sambódromo. Muito feia mesmo. Nada a ver com o que se vê na televisão. Só cimento e completamente deserto. O taxista era muito tranquilo e foi-nos contando que as favelas da rocinha e do vidigal era tranquilas de se entrar. Nós não ficámos convencidos.
Do lado da Lagoa estava mais fresquinho, ou talvez de forma mais correcta, menos quente e por isso cancelamos a ida à praia.
Recuperamos as forças, cortámos as raízes do meu pai e conseguimos arrancá-lo de casa. Fomos pelo calçadão até ao Leblon e busca de biquinis. Foi um passeio muito legau: bebemos finalmente duas águas de coco e fizemos planos de começar a correr amanhã de manhã... bom isso é agora, já são 11h e ninguém foi correr a lado nenhum. Mas pronto, fizemos planos isso é que conta.
Chegámos ao shopping Rio Design que era o do Leblon e depois já não e era e não, e finalmente não era não. O que era é que era muito caro mesmo. O Rio Design e o Shopping do Leblon. Só nos ficámos mesmo por o biquini da Violeta e uns pãezinhos de queijo. O que carteira suportava.
Fomos jantar novamente à Capricciosa aqui ao pé de casa que é fantástica. E marcámos um encontro com uma amiga da Sara. Queriam-nos levar para o desconhecido, mas eu fiquei borradinho e não quis ir. Então combinámos no Leblon. Um local muito bacano mesmo, na rua conde de bernadotte, O Rei da Cachaça. Começamos a beber, a Violeta a querer mais, a Sara a querer ainda mais, o resto do pessoal a pedir bebida e eu a descer caipirinhas e caipivodka. Foi louco mesmo e caro pá car.... A noite foi avançando até nos expulsarem, depois duma saideira (por outras palavras uma garrafa oferecida para nos porem na rua sem criar mau ambiente. A Violeta estava acabada, a Sara acabadona e eu fiz a parte de fortinho para o taxista nos trazer para casa e não para um morro qualquer, mas também estava nas últimas. Depois de mais umas piadas tipo a Sara a arrumar os pinos na estrada, uma comida de Nutella e umas belas risadas tudo seguiu para a cama, mas de gatas do que a andar.
Agora vamos pensar em correr...
Ass: Perseu

2 comentários:

  1. O Perseu está a distorcer a realidade ele é que nos quis embebedar! Estava sempre a servir mais e mais! Mas foi muito divertido mesmo.

    Aprendemos uma nova expressão "Pedala Robinho" que quer dizer calduço e se aplica no momento do próprio calduço.

    Bom dia!

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  2. A Sara com a sua experiência indo-dinamarquesa pelo Saara adentro! Ah,ah,ah,ah...
    Tudo entornado, graças à santinha da Selena!

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