segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma semana depois as Impressões, curiosidades e outros

Olá,

Primeiro não posso deixar de dizer que acho mal o Perseu não ter acabado a descrição do nosso último dia desfrutado no Brasil, resta-me dizer que foi um grande último dia e que o espectáculo correu impecavelmente e foi um sucesso.

O dia seguinte foi passado entre aeroportos, voos, malas e despedidas. Estávamos todos muito emocionados uns mais demonstrativos que outros mas pronto.

À parte: passámos para aí uns 45 minutos no aeroporto a arranjar e pesar as malas para conseguirmos ter as malas todas com os pesos certos. Parecia a feira de Carcavelos.

Foi um mês incrível que superou, pelo menos para mim, todas as expectativas.
Todos os medos com que ia do género, passar um mês com as mesmas 4 pessoas, o medo de estar aterrorizada com a violência, o medo do medo e assim, foram todos apenas medos. Foi tudo fabuloso com alguns pequenos pormenores menos bons, como o GPS incompetente, mas nada significativo.

Eu sinceramente que sempre disse que não queria ir ao Brasil e que não percebia aquelas pessoas que só pensavam nisso, retiro o que disse. O Brasil é o meu país ideal, são simpáticos, eu conheço e gosto da música, dançam, divertem-se, a comida é boa, falam português, sucos são maravilhosos e a paisagem exuberante. Para ser perfeito só faltou conhecer o meu Caetano! (Não faltou mas também não tinha sido nada mau).

Ficaram amigos, belas memórias, projectos futuros e uma vontade enorme de voltar!

Mas voltar é bom! Adoro estar em casa!

Mas não posso deixar dizer que o nosso primeiro contacto com Portugal foi a antipatia extrema das hospedeiras, é pena que os portugueses nas lojas, cafés e assim sejam geralmente tão antipáticos.

Acabei de reler este post e reparei que não tem nada sobre curiosidades ou outros, apenas saudades, não deixa de ser estranho!

domingo, 22 de agosto de 2010

dia 26 - quase no fim e inhotim
















Hoje foi muito bacano!

Acordámos com bastante esforço ás 7h00 para irmos finalmente a Inhotim, que segundo a Valeria (namorada do Luiz) seria inesquecível. E foi.
Depois de uma viagem de 1h30 bastante aos buracos, como aliás já é costume por aqui chegámos a um sitio que prometia 970.000 metros quadrados. Um género de parque de diversões, mas de arte contemporânea. Deviam inventar um destes na europa, porque é incrível.

esta postagem é um work in progress. Amanhã continua.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dia 25 - Finalmente Belo Horizonte e Stress







Olá,

É a primeira vez que estou a escrever a partir de Belo Horizonte! Hoje acordámos cedo e após o pequeno-almoço e uma pequena pausa para ver mais um pedaço de um mau filme, rumámos ao teatro para a oficina sobre o espectáculo!
O dia prometia ser novamente hotel-teatro-"empório mineiro"-hotel e a Sara estava a desesperar/atrufiar/e tudo acabado em AR, principalmente com a parte de jantar outra vez arroz, couve, farofa de ovo e bolinhos de bacalhau, mas quando acabou a oficina que correu muito bem por sinal e percebemos que sempre haveria tempo para ir ao Museu das Minas e Metais tudo animou!
No caminho ainda houve tempo para um bolinho de côco e outro de maçã!
O Museu acabado de abrir, só tem 2 meses de vida, é fantástico muito bem organizado, super apelativo, bonito e imaginativo e num edifício lindo! Vale a pena!
Depois de alma cheia e já com outra visão de Belo Horizonte fomos jantar ao Empório Mineiro mas desta feita com direito a uma bela posta de salmão.
E seguiu-se outro espectáculo de grande stress. O Max crashou mas tudo acabou por sair bem com a plateia a não dar por nada mas para nós que estamos deste lado o stress é grande de mais, a Paula até tremia!! O público foi muito entusiástico e pronto retornámos ao hotel para descansar que amanhã apesar de ser o dia em que até Deus descansou é dia de levantar bem cedo.

A Sara hoje não foi ao espectáculo porque estava com dores de cabeça mas já está melhor, está ali deitada com carinha de anjo :)

Mais uma vez aqui ficam os PARABÉNS à Estrelinha que fez hoje dia 21 de Agosto, 23 anos!!!


Nota: afinal não é a primeira vez mas é como se fosse.
Hoje foi também o dia do tiroteio na praia de São Conrado no Rio, a praia onde nós aterrámos do voo de asa delta, o hotel onde fomos levantar dinheiro e mesmo ao lado prédio da Valéria que é a namorada (artista plástica) do Luiz.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

dia 24 mais uma dia esperando

Oi pessoal

Hoje foi mais um dia esperando. Acordamos e fomos tomar o pequeno almoço que fecha as 10, só que as pessoas entram depois da hora na mesma, enfim Brasil! As colunas deveriam ter chegado as 11, mas mais uma vez não era o caso e nos a espera no hotel. O Perseu ainda foi ver uma coisa por causa de um cabo com o Luiz. Eu e a Violeta fomos ao supermercado que foi o ponto alto do dia e saimos um pouco do perimetro teatro/hotel. Tudo no supermercado era muito caro!! umas bolachas custam quase 5 euros!! finalmente fomos ao teatro para a montagem, as colunas estavam funcionando uff. Fizeram o ensaio e depois o espectaculo apesar do Miguel também estar um pouco doente. Correu tudo bem. Fomos jantar mais uma vez ao emporium,,, O Perseu comeu bobba de camarão e nos pesticamos um pouco de tudo. Fomos a correr para o hotel para dar os parabens a Estrela, mas ainda mão tinha chegado. Chegou finalmente e cantamos os parabens e vimos a entrega das prendas que foi quase tudo Tintin. A Estrela estava com uma cara muito contente. Neste momento estamos a ver uma telenovela brasuca toto. Boanoite

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

dia 24 - Penoso Belo Horizonte

Começamos o dia com um pequeno almoço agradável, mas estávamos quase todos bastante acabados logo desde o inicio. Isto com um dia que prometia desafios. Principalmente a Violeta, que estava péssima e que acabou por ficar na cama o resto do dia todo. Agora continua na cama, mas está melhor. Mas eu, o meu pai, a Sara e até a Flora também estávamos um pouco adoentados.
Acabámos o pequeno almoço e voltámos para o quarto porque o equipamento afinal só ia chegar às 11, que depois ficou 12 e 1h. Afinal, por essa altura soubemos que tinha havido um problema com o transporte de equipamento e estava tudo bastante atrasado. Disseram-nos 4 da tarde. E assim começou a saga que viria a ser o nosso dia.
Fomos para o teatro ás 4h30 e foi tudo difícil e muito lento. Só para terem uma ideia, era suposto estar tudo pronto e ensaiado às 18h, mas às 18h30 ainda nem se quer tínhamos corrente electrica decente. Estava sempre a desligar-se. O meu pai já se tinha passado completamente com o incompetente do director técnico que nos estava a alugar o equipamento. Vários cabos não funcionavam, um dos projectores tinha acabado de chegar, e viria-se a descobrir que também tinha problemas, e para marcar tudo, das 8 colunas 2 eram boas, 1 aceitável, 1 mediocre, 1 bastante má e 3 inutilizáveis. Que grande merda! O director técnico só arranjava desculpas inaceitáveis. Foi assim até às 21h00. E só há solução amanhã de manhã às 11. Só espero que funcione. E claro, amanhã tinhamos um plano espectáculo de ir a um museu de arte contemporânea ao ar livre com 300000 m2 Inhotim, e já não vai dar.
Viemos todos para o hotel furiosos, e encontramo-nos com a Violeta que estava com o melhor ar do grupo. Agora é dormir e cruzar os dedos. Temo que amanhã ainda venha a ser muito complicado. A mpntagem na china comparada com isto foi easy.

Ass: Perseu

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dia 23 - Adeus Rio, alô Belo Horizonte







Hoje foi o dia em que nos despedimos do Rio, a cidade que tão maravilhosamente nos acolheu nestas últimas semanas. Ficou a promessa de voltar em breve ao samba, aos sucos, ao Rio.

Primeiro acabámos de fazer as malas o que se relevou tarefa nada fácil, temos peso a mais em quase todas as malas!!! Duas delas ficaram no Rio e ser-nos-ão entregues no aeroporto na 2ª feira entre voos.

Depois fomos para o aeroporto mas o embarque não foi fácil, obrigaram-nos a mandar no porão uma mala que levamos sempre na mão por ter demasiado valor em equipamento e ser completamente crucial para o espectáculo, isso levou muito tempo. Quando finalmente chegámos ao controlo de segurança faltavam 25 minutos para a partida do nosso voo, dado que os voos fecham 15 minutos antes era bastante apertado, a somar a isso o Luiz (o produtor) teve de voltar ao check-in porque não podia levar com ela o tripé de câmara... STRESS! Nós fomos andando para o boarding gate e quando chegámos lá já estava supostamente fechado mas acabámos por embarcar todos, Uff.

A descolagem no aeroporto Santos Dumont, o aeroporto doméstico, é lindíssima porque o aeroporto é em cima do mar, na baía junto ao Pão-de-açúcar e quando levanta vê-se tudo o Cristo redentor, o Pão-de-Açúcar, O rio com a sua linha de praia, a linha de prédios, a linha de morros e as montanhas e do outro lado vê-se Nitéroi igualmente impressionante e ainda o Mar em todo o seu esplendor!

Eu que desde ontem estou a ficar meia doente e hoje acordei pior dormi a viagem toda que infelizmente só durou 45 minutos.

À chegada tínhamos as malas todas sãs e salvas o que foi muito bom e fomos apanhar a van que nos trouxe ao hotel. O caminho até ao hotel foi mais longo que o voo Rio-Belo Horizonte o que é bastante impressionante.

Passámos a tarde toda nos nossos quartos de hotel no 22º piso com vista panorâmica para a cidade que é enorme mas pelo que vimos não é nada bonita e também tem as suas favelas, um pouco mais bem parecidas mas favelas mesmo assim.

Depois do descanço um jantar bem agradável num restaurante tipicamente mineiro e o regresso ao hotel.

A gripe está claramente a ganhar-me e aparentemente também à Sara que já está a ficar fanhosa. Aqui está um friozinho bem de Outuno.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

dia 22 Niterói niemeyer e mala






Oi

Hoje foi mais um dia no Rio e o último snif snif. Fomos a Niterói ver o Mac, do arquitecto Niemeyer. parecia um OVNI mas não abandonamos a terra. A exposição que tinha de quadros era bastante lamentável e o aproveitamento do espaço era zero. No piso de cima tinha uma exposição que tinha peças interactivas uma delas onde se confundia dois rostos era muito bacano.
Comemos no Mac onde as janelas eram feitas para pigmeus. O chá era algo lamentável, nem chá preto tinham e o que tinham era digamos não muito bom e até bastante mau. As sandes também ficaram um pouco atras. Regressamos de barco e fomos a saara a procura de uma mala de viagem extra por causa das nossas muitas compras que não cabem nas malas... A saga não foi muito grande, mas os preços não são baratos nem caros é simplesmente um roubo! encontrar um mala por 20 euros IMPOSSÍVEL! Fomos ver uma loja de malas onde o mais barato que tinham era uma por 60 euros "Batiki" que máximo deve durar 2 viagens. A senhora da loja jurou-nos que era muito boa qualidade e até tinha cadeado! O Perseu diz que queria a mala mais barata que tinham e que era só para durar uma viagem. Quando a senhora regressou ele diz: "É isso mesmo que queremos, é mesmo feiosa... Fez um desconto de 10 reais e diz que era muito barato... Lá fomos nos com a mala no taxi de volta a casa. decidimos ir almoçar/jantar as 6 da tarde, horários um pouco loucos mas o almoço ou jantar soube muito bem com sobremesa. O Perseu e a Violeta são muito gulosos portanto teve que ser eu a dividir a sobremesa. Ainda fomos dar uma volta a livraria para ver livros de arquitectura para Perseu e eu fiquei a ver os livros de moda. As livrarias aqui são muito mais interessantes e diversas do que o nosso querido Fnac. A noite acabou a ver gaffes no youtube e a bela canção do recluso: http://www.youtube.com/watch?v=0H8DVuETncc amanhã vamos para belo horizonte. Agora vou ver um o Dexter.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dia 21 - Petrópolis e muito mais












Hoje aproveitamos o dia para ir conhecer os ares da serra e fomos a Petropolis de motorista. O motorista já era nosso conhecido porque nos tem levado para cima e para baixo, de e para o teatro e bem simpático por sinal, foi um verdadeiro cicerone. No caminho para Petropolis tivemos oportunidades de ver as intermináveis favelas da zona norte que fazem a Rocinha parecer o paraíso, é impressionante. Vimnos também o famoso Piscinão de Ramos (cada mergulho é um flash!!). Ao entrarmos na Serra a vista muda radicalmente e também o tempo, estava enublado mas lindo com os morros altíssimos a roçar as nuvens!
A estrada é muito acidentada mais uma vez cheia de lombas e solavancos mas por sorte era sentido único e tudo correu bem!
Petrópolis é uma cidadezinha tipo europeia colonial com os palácios do D. Pedro, da Princesa Isabel (a Princesa que acabou com a escravatura no Brasil) e umas casinhas bonitinhas. Estava frio, frio mesmo, tipo um daqueles dias de Outuno já a puxar para o Inverno. E por ser segunda-feira todos esses monumentos estavam fechados mas não se preocupem porque isso acabou por ser bastante positivo, quando se fecha uma porta abre-se uma janela...
Visitámos a Catedral que é bem feia e vimos o palácio de cristal e depois seguimos para o Orquidário que é uma loucura. A Paula ia perdendo a cabeça, queria comprar tudo e com razão porque 90% dos tipos de orquídeas que vimos nunca tinhamos visto em lado nenhum.
Do orquidário já com os olhos cheias de flores e da vista que era imponente seguimos para uma terrinha infecta chamada Corrêas onde comemos umas saladinhas self-service e uns bolinhos de bacalhau. Foi aí que pela primeira vez desde a nossa ambientação ao Rio fomos confrontados com a dura realidade desta cidade marivalhosa e horrorosa. O motorista, esteve a contar-nos várias coisas sobre o tráfico e a vida nas favelas e ficámos mesmo muito impressionados, o que ele contou faz o "tropa de Elite" e a "Cidade de Deus" parecerem uns filmes de conto de fadas, principalmente porque parece ser um problema sem solução, uma pescada de rabo na boca!
Já me esquecia o Antônio (motorista) antes disso tinha estado a enumerar os bichos perigosos e venenosos existentes ali na Serra de Petrópolis sem contar com os outros todos que existem por este Brasil a fora, aqui vai uma amostra: Cobra coral, Surucucu (cobra), aranha marron, tarântula e outras cobras e bichinos amistosos. Claro que ao pé do que ele contou das favelas estes co-habitantes do planeta terra parecem uns amores.
E pronto depois do murro no estomâgo seguimos para a dentro da reserva natural em direcção a uma cachoeira linda!
Tirámos umas belas fotos e depois regressámos calmamente. No final da viagem o Antônio estava todo saudoso. Ele foi impecável e extremamente atencioso, sabia tudo de Petrópolis e outras coisas também.
À parte: a carrinha ou van como eles dizem era bastante desconfortável e a Sara e eu vinhamos a dormir todas tortas, só sei que houve um solavanco enorme e eu ia partindo o pescoço tal foi o abanar da cabeça, ainda me está a doer ligeiramente.
Chegando a casa decidimos enfrentar o problema do excesso de coisas a transportar nas malas e percebemos que com jeitinho e carinho tudo há-de correr bem!
Seguiu-se uma passagem na Oi Futuro de Ipanema para assistir a uma abertura de um Festival mas aquilo não estava nada giro e nós já tínhamos outra combinação para jantar com a Selena e o Marco e saímos à francesa depois de comermos uns acepipes que eram bem bons.
O Jantar no Artigiano foi mais uma vez muito bom e a conversa idem. Já combinámos um jantarzinho em Lisboa quando eles lá forem.
E pronto agora cá estamos o Perseu e eu a escrever o blog e depois caminha.
Amanhã é o nosso último dia no Rio.
Boa noite!!! Bom Dia!!!

dia 20 - agradecimentos



Bom, já não escrevo uma postagem há alguns dias. Com o ataque de dores de cabeça e tal, a Sara e a Violeta cobriram-me dois dias.

Acordamos bem tarde, e o nosso plano de ir ao MAC em Niterói foi logo por água abaixo. Ainda para mais com a chuva que estava caindo. Depois de alguma consideração e de alguns emails respondidos fomos outra vez à feira hippie, porque a Violeta e a Sara queriam comprar umas coisas que tinham visto à duas semanas. Fomos mas elas não compraram. Pelo menos isso não, pois algumas outros items rapidamente apareceram, nomeadamente numa loja ao lado da feira com coisas da Amazónia. Entretanto foi chovendo e fazendo frio, e a Sara como boa nórdica achou que não era nada e acabou toda com pele de galinha.

Depois seguimos de taxi para a rua Dias Ferreira no Leblon para vermos umas lojas. Felizmente só a livraria é que estava aberta, e mesmo assim a desgraça começou-se a adivinhar. A minha mãe, a Violeta e o meu pai perderam as rédeas e toca de comprar livros. Eu só via cifrões em Kg. Mas a verdade é que a livraria, que se chamava Argumento, tinha muitos argumentos positivos. Boa selecção de livros e pessoal muito simpático. Saímos e depois de constatar que as outras lojas que estavamos interessados estavam fechadas, fomos em direcção ao Artegiano. Um restaurante italiano espectacular a que os meus pais tinham ido, estilo dell'Angolo, mas a metade do preço.

Infelizmente quando chegamos lá havia milhares de pessoas à espera. Demos o nome para a lista e aguardamos, e aguardamos. Começamos a ver o tempo curto para estarmos prontos a hora de ir para o concerto. A ideia de sandes sem grande piada começou a ganhar presença nas nossas mentes e finalmente desistimos. Só que aí, o negócio virou. Assim que dissemos que tinhamos de ir embora, uma mesa surgiu e lá nos fomos sentar. Claro que isto não ficou por aqui, porque assim que começamos a ver o cardápio, eu reparei que não se podia pagar com cartão. E então lá foi o Perseu a correr que nem um louco à procura de uma caixa mutibanco. Foi até bastante difícil, e começei logo a imaginar a minha querida comidinha a arrefecer no prato. Mas não, tudo correu com tranquilidade. O almoço era um delícia e as sobremesas também.

De volta a casa, lá nos preparamos e fomos para o Oi Futuro para a última apresentação do Itinerário do Sal no Rio. Correu tudo muito bem, com dois pontos interessantes. Duas mulheres quase que se puseram à batatada com outras pessoas, porque elas estavam a fazer barulho e as pessoas começaram a dizer para elas estarem caladas; felizmente lá se foram embora. Para além disto, foi cómico porque havia duas freiras novas que adoraram o espectáculo e que batiam palmas fervorosamente no final e de boca aberta.

Arrumamos tudo e fomos ainda jantar mais uma vez ao restaurante Ten-Kai. Muito bom e conheçemos uma amiga do Luís muito legal.

Ass: Perseu

sábado, 14 de agosto de 2010

dia 19 malhas e feira

Oi

Hoje eu e a Violeta acordamos mais cedo, muito mais cedo do que os outros para ir ver as malhas/tecidos com a Flora. Como era sábado havia muitas lojas fechadas, mas mesmo assim as lojas abertas era um paraíso de tecidos de malha. Não se compara com o que se encontra em lisboa! A Violeta e eu compramos uns quilos de tecido, vai ser problemático na hora de pesar as malas no aeroporto... Compramos tecidos bonitos! Depois apesar da chuva fomos a feira de são cristovão. O Perseu e o Miguel ficaram em casa porque ainda se sentiam um pouco doentes.
A feira era algo parecido com a feira popular mas a brasileira. Tinha objectos em madeira digamos algo fora de normal.... e mantas muito bonitas. Eu e a Violeta comemos uma maçã do amor! versão chocolate, era muito bom. Fomos depois para o Oi futuro (teatro) num taxi onde o homem só falava sobre a vida privada do Lula, onde morava, que a mulher era muda mas que lhe ia dar um xuto na bunda depois de subir ao poder... No teatro foi tudo bacano muitas palmas e assobios, até as duas freiras que foram assistir hoje gostaram muito! Depois do espectáculo fomos (Violeta e eu) com a Flora sambar. Foi super legau e aprendemos mais uns passos. A Violeta pode ter encontrado o amor da vida dela... era um senhor de idade já um pouco curvado mas dançava muito bem e eu vi nos olhos da Violeta que era amor! Se não escrever mais nenhum post é porque a Violeta me matou depois de ter lido o post. caros seguidores rezem por mim!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dia 17 e 18 - Cachoeiras e Quase Vazio

















Olá,

Hoje sou eu que escrevo e dada a hora tardia a que chegámos ontem e a dôr de cabeça que assola o Perseu hoje vou escrever, descrever o dia de hoje e o de ontem.

Ontem ainda estávamos em Parati e tínhamos como plano explorar a praia e a mata atlântica e as suas cachoeiras, o São Pedro e presenteou-nos com um dia de sol radioso.
O despertador tocou bem cedo e depois de um pequeno-almoço razoável fomos para Trindade, uma pequena vila na praia, com o objectivo de ver o piscinão natural. Chegando lá pagámos a uns pescadores/operadores turísticos para nos levar num barquinho a motor até ao piscinão e valeu a pena pelo passeio de barco e pelo piscinão que é realmente muito bonito, parece o Gerês mas no Mar e com a floresta tropical mesmo ali ao lado. Passeámos um pouco, subimos e descemos pedras, tomámos um banho nas lagoas e depois regressámos à praia. Fomos por um trilho até à praia ao lado que quase não tinha ninguém e pronto lá estávamos nós noutra praia paradisíca com um mar fabuloso, nem quem nem frio, e sem correntes. Depois de um belo banho de mar e de sol, voltámos para a praia principal onde petiscámos um pouco de aipim (género de batata) frito e lulas sempre acompanhados de uns belíssimos sucos de fruta.

À parte: uma das coisas de que já sei que vou ter saudades é dos sucos de fruta naturais em qualquer lugar e ao preço da chuva, tão variados e tão fresquinhos! É fantástico mesmo.

E pronto seguimos no nosso fabuloso Fiat Palio em direcção à cachoeira do Tobogan, que é uma espécie de aquaparque natural! É impressionante, o sítio é lindo e exuberante e a descida assustadora mas descemos. Eu e a Sara de forma mais cautelosa, descemos o percurso quase todo devagarinho e só no final nos deixámos levar pelo escorrega, o Perseu fez a coisa mesmo à séria e desceu tudo a abrir!

Mesmo antes de irmos embora do tobogan fomos os três investigar um pouco mais para cima e descobrimos uma ponte tipo Indiana Jones, daquelas só de tabuínhas e uns arames de corrimão com indicação "apenas 2 pessoas à vez". Eu disse logo que não passava mas enchi-me de coragem e lá passei para um lado e para o outro. Infelizmente não há fotos porque as máquinas tinham ficado com a Paula e o Miguel que já tinham seguido para o carro...

Fomos procurar a Cachoeira da Pedra Branca mas o caminho prometia não ser fácil e acessível ao nosso fabuloso "jipe", lama e altos e buracos numa estrada estreitinha, nós ainda tentámos e fomos a Sara, o Miguel e eu à frente do carro a avaliar o caminho para o carro seguir mas a tarefa acabou por se tornar impossível. Mas não fez mal porque a aventura já foi bastante divertida. E ainda fomos ao Poço do inglês que tinha um acesso muito bonito e in-loco era ainda mais bonito! Mais uma vez não posso deixar de dizer que a Mata Atlântica é muito linda, exuberante e luxuriante! Inesquecível!

O dia estava mesmo a acabar porque ainda tínhamos a viagem de regresso para o Rio que prometia ser longa e dura mas ainda houve tempo para ir novamente ao Restaurante Sabor do Mar em Parati onde mais uma vez comemos muito bem.

E seguimos viagem, coitado do Perseu que guiou o caminho todo naquelas estradas péssimas, cheias de lombas não assinaladas, doidos a fazerem ultrapassagem perigosíssimas e um GPS que só dava indicações disparatadas. À chegada ao Rio nova aventura, o Túnel do Rebouças que era o caminho que conhecíamos e que queríamos fazer está fechado de 5ª para 6ª da meia-noite às 5 da manhã e eram 00h09, conclusão tivémos de fazer inversão de marcha para ir dar ao outro caminho que conhecíamos, isto porque nesta cidade perder-se e meter-se por caminhos desconhecidos não é certamente boa ideia, e a estúpido do GPS pôs-nos na ponte para Nitéroi e queria que fizéssemos inversão de marcha no meio da auto-estrada! Pronto lá fomos dar a volta a Nitéroi e pelo caminho ainda vimos dois porcos, um preto e um branco, a comer lixo no meio de um bairro residêncial. Chegámos sãos e salvos a casa já bem tarde e fomos dormir.

Hoje o dia foi passado no Teatro com o workshop e o espectáculo e ainda houve tempo para enviar uns emails urgentes. De resto as únicas coisas a assinalar são a dor de cabeça do Perseu e o magnífico jantar na Osteria dell'Angolo, com especial destaque para o Tiramisú de maracujá ou fruta da paixão. Os meninos tratam-se bem visto que não deu para ir ao samba como previsto visto que o Perseu e Sara estão arrasados. A Paula e o Miguel foram a um aniversário e não poderam juntar-se a nós na orgia alimentar.

Boa Noite!!!